RESENHA DO LIVRO “O SOLO DA LIBERDADE” NA REVISTA AFRO-ÁSIA DA UFBA

Afro-ÁsiaA resenha foi escrita pela historiadora, licenciada e mestra em História pela UNIRIO, Rachel Caé. O livro “O Solo da Liberdade” foi originalmente apresentado como dissertação de mestrado no PPG em História da Unisinos (São Leopoldo/RS), no ano de 2010. Teve orientação do Prof. Dr. Paulo Roberto Staudt Moreira. A banca foi composta pelos seguintes professores: Dra. Keila Grinberg (UNIRIO), Dra. Eliane Fleck (UNISINOS) e Dr. César Augusto Barcellos Guazzelli (UFRGS). O livro foi publicado pela Editora Oikós, em parceria com a Editora da Unisinos, em 2013. “O Solo da Liberdade” está disponível nesta página, nas livrarias Cultura, Martins Livreiro e Ladeira Livros.

A resenha de Rachel Caé saiu na Revista AFRO-ÁSIA da UFBA (Qualis B2) este ano e se encontra disponível neste site.

Leia uma breve descrição da resenha

“No início do ano 2014 vimos o tema da escravização ganhar destaque na mídia nacional e estrangeira devido ao lançamento do filme “12 anos de escravidão”, de Steve McQueen, que conquistou diversos prêmios cinematográficos, inclusive o Oscar de melhor filme. Trata-se da trajetória de Solomon Northup, um negro livre que vivia com sua família no norte dos EUA, onde a escravidão já não existia em meados do século XIX, quando ele foi sequestrado e reduzido à escravidão. Northup foi então violentamente forçado a esquecer seu passado como homem livre, obrigado a assumir uma nova identidade e acabou vendido como escravo para fazendeiros do sul do país, onde, na época, a escravidão não só vigorava mas se expandia.

A história contada por Jônatas Caratti em O solo da liberdade apresenta as trajetórias de Faustina e Anacleto, tão excepcionais como a de Solomon Northup. Durante a leitura, inclusive, pode-se chegar a pensar diversas vezes que a história de Faustina e Anacleto também poderia virar um filme. Esses personagens centrais do livro de Caratti tiveram suas vidas alteradas, ainda quando crianças, por práticas de roubo e escravização que ocorriam na região da fronteira entre o Brasil e a República Oriental do Uruguai em meados do século XIX. Ainda que esses casos por si só sejam fascinantes, este livro amplia a narrativa para refletir a respeito do impacto do fim da escravidão no país vizinho sobre as relações escravistas no Rio Grande do Sul”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *