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  • História do Esporte e o papel da Imprensa: Nem sempre os esportes tiveram o espaço de destaque que ocupam nos jornais atualmente. No início do século 20 as práticas esportivas eram novidade, assim como o bonde elétrico, o cinema e os pic-nics nos parques. Foi de forma modesta que as “Notas Sportivas” passaram a compor o jornal Correio do Povo, ao lado de outras colunas como, “Diversões e Reuniões”, que anunciavam os bailes; e “Teatros e Artistas”, que divulgavam a agenda cultural da época. As primeiras notas esportivas deram relevo ao futebol, ao hipismo, à ginástica e ao remo. Coluna do Leitor, 06-02-2017 – Jornal Correio do Povo – Porto Alegre / RS.
  • Porto Alegre Esportiva: No início desta semana, o maior símbolo dos Jogos Olímpicos chegou ao nosso Estado. A chama olímpica já passou por centenas de cidades (ao todo serão 327), percorrendo uma distância de 20 mil quilômetros por terra, sem falar dos quase 10 mil quilômetros em voos. Em Porto Alegre, a pira olímpica chegará nesta quinta-feira. Uma megaestrutura, para um megaevento, que ocorrerá pela primeira vez na América do Sul. As competições serão disputadas no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, com a exceção dos jogos de futebol, que serão também em Manaus, São Paulo, Salvador, Brasília e Belo Horizonte. Infelizmente, Porto Alegre não figura na lista. Por quê? Artigo Publicado no Jornal Zero Hora – Porto Alegre/RS, Coluna Opinião, em 07/07/2016.
  • Para Debaixo do Tapete: Nosso país está acostumado a colocar a sujeira para debaixo do tapete. É um problema histórico. Quando Deodoro da Fonseca e demais republicanos golpearam a velha e nefasta monarquia de D. Pedro II, a escravização negra que, fora utilizada por quatro séculos, foi ironicamente esquecida, em prol da imigração branca e europeia, que traria ares modernos e civilizatórios, transvestidos de ordem e progresso. Não é à toa que este problema não resolvido nos acarreta inúmeras consequências…Artigo Publicado no Jornal Zero Hora – Porto Alegre/RS, Coluna Opinião, em 02/05/2016.
  • Para Além das Escolas: Quando soube dos cortes realizados no Ministério de Educação, que já passa dos nove bilhões, minha reação foi igual à de milhares de brasileiros: vergonha e desesperança. Como pode um governo que anuncia em seu slogan “Brasil, Pátria Educadora” tratar a Educação desta maneira? Se a Educação é o caminho para a emancipação social dos indivíduos porque ainda lidamos com tanto desrespeito? Artigo Publicado no Jornal  Fronteira Meridional – Jaguarão/ RS, Coluna Opinião, 22-10-2015.
  • Sonho de Educador: Por trás de toda palavra há um conceito. Por trás da palavra “professor (a)”, também. Remete a uma educação formal e tradicional que não compartilho. Uma (des) educação acéfala, que coloca o professor num pedestal de soberba e que deixa o aluno mergulhado em passividade e mediocridade. Não existe relação de ensino-aprendizagem nessa (pseudo) interação, pois um ensina e o outro aprende. Artigo Publicado no Jornal  Fronteira Meridional – Jaguarão/ RS, Coluna Opinião, 07-10-2015.
  • O que esperamos da Pátria Educadora?Os slogans na política são um fenômeno antigo. Getúlio Vargas iniciava seus discursos anunciando: Trabalhadores do Brasil! Na época da ditadura, Médice optou pelo “ame-o ou deixe-o”, demonstrando o autoritarismo de seu governo. Mais recentemente, Fernando Henrique Cardoso escolheu a frase “Trabalhando por todo o Brasil”. Lula usou “Brasil, um país de todos” e Dilma caracterizou seu primeiro mandato com “País rico é um país sem pobreza”. A nova logomarca do governo é “Brasil, pátria educadora”. Artigo Publicado no Jornal  Fronteira Meridional – Jaguarão/ RS, Coluna Opinião, 04-07-2015.
  • A Educação é Política: O projeto de lei 867/2015 do deputado Izalci Ferreira tem dado o que falar. Seu projeto pretende incluir à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional o “Programa Escola Sem Partido”. O objetivo é proibir a doutrinação ideológica nas salas de aula. De forma mais incisiva um grupo auto-intitulado “Dogma” tem defendido abertamente a volta do ensino tradicional às escolas. Isso é preocupante. Principalmente, porque vai contra todo um esforço realizado nas últimas décadas para tentar superar a educação alienante (que em parte, ainda permanece), e buscar um ensino mais aberto a construção do conhecimento. Artigo Publicado no Jornal  Fronteira Meridional – Jaguarão/ RS, Coluna Opinião, 27-05-2015.
  • A Educação Também Irá Retroceder?: Vivemos tempos difíceis. Tempos de manifestações contundentes, porém vazias de propostas, escondidas atrás de bandeiras e camisetas verde-amarelas. Vivemos tempos de retrocesso: trabalhadores perdem seus direitos e adolescentes são encarcerados ao invés de irem às escolas. Em particular, me assustou um movimento chamado “Dogma” que pede o retorno da educação tradicional às escolas. Sua principal crítica é a ideologização dos escritos de Paulo Freire na educação. Artigo Publicado no Jornal  Fronteira Meridional – Jaguarão/ RS, Coluna Opinião, 22-04-2015.
  • Pequenas coisas: Escrevo este texto diante de uma janela aberta. Observo um monte de folhas secas acumuladas pelo tempo. Nela, os sabiás laranjeiras pinçam sua refeição, minhocas grandes e suculentas. Neste terreno onde escrevo estas palavras, minha mãe brincou quando criança. Fugia e subia nas árvores quando armava alguma travessura. Neste mesmo lugar, há muito tempo, meus avós cresceram. Plantavam milho, criavam galinhas, tinham aulas em casa. Este terreno onde resido, no bairro Rio Branco, em Porto Alegre, pertence a minha família há oitenta e cinco anos, desde o ano de 1929. Caderno de sábado, 20-12-2014 – Jornal Correio do Povo – Porto Alegre / RS.
  • A Dança das Palavras: Estou terminando de ler o clássico de Gabriel Garcia Marquez, “Cem anos de solidão”. Gabo, como era apelidado, faleceu este ano e deixou uma literatura vasta e internacionalmente reconhecida. A gente nunca consegue ler todos os livros que gostaria. Como historiador, digo que sou vítima de meu próprio objeto de pesquisa: o tempo – ou a falta dele. Meu contato com Gabriel Garcia Marquez foi recente. Algo parecido ocorreu com minha primeira experiência com Jorge Amado, em seu centenário de nascimento em 2012. Nunca havia lido nada dele. Coluna Opinião, 03-12-2014Jornal  Fronteira Meridional – Jaguarão / RS.
  • Para que Servem as Datas? Um historiador não sabe todas as datas da história. Parece incoerência, mas alguém sábio já disse que o historiador não é um calendário. Um bom historiador, sim, precisa ter uma boa e ampla visão cronológica, mas seu trabalho não para por aí. Sua função social é “fazer pensar”, é tentar entender porque alguns fatos tornaram-se História e outros não. Porque alguns personagens entram na História e outros não. Por exemplo, você já reparou como há poucos acontecimentos envolvendo negros e índios em nossa história? Coluna Opinião ZH, 20-11-2014 – Jornal Zero Hora – Porto Alegre / RS.
  • Prova, Provão!: Estamos chegando ao fim de mais um ano letivo. E, para milhares de estudantes de todo o Brasil,  é hora das temidas provas finais. É preciso concentração e resistência para ser, por fim, aprovado. De um lado, os alunos se preparam e estudam. De outro, os professores confeccionam a prova de acordo com o que foi ensinado. A vida de um professor não é fácil. Além de preparar as aulas, precisa ministrá-las e depois avaliar o que os alunos aprenderam. Coluna Artigos, 18-10-2014 – Jornal Zero Hora – Porto Alegre / RS.
  •  Educação e Igualdade Racial: No dia 27 de Outubro completou um mês do caso de injuria racial cometido por uma torcedora do Grêmio ao goleiro Aranha do Santos. O Fato ganhou ampla divulgação na imprensa e dividiu torcedores. O resultado final levou a desclassificação do Grêmio da Copa do  Brasil e uma multa de 50 mil reais, além da proibição de torcedores que praticaram atos racistas, de entrarem  na Arena. Surge uma pergunta: será que aprendemos alguma coisa com tudo isso? Coluna Opinião, 15-10-2014 – Jornal Fronteira Meridional – Jaguarão / RS.
  • Tráfico e escravidão na fronteira: É célebre o quadro do pintor alemão Johann Rugendas, “Negros do Fundo do Porão”. A Pintura apresenta homens, mulheres e crianças africanas amontoadas num fétido navio negreiro, sendo vigiados atentamente pelo convés. Havia o medo constante de um insurreição em alto-mar. Para os escravizados a travessia era dura e traumática, pois eram arrancados de seu território e levados em condições sub-humanas até o continente americano. Caderno de sábado, 20-09-2014 – Jornal Correio do Povo – Porto Alegre / RS.
  • O Mito da democracia racial: A questão do racismo está na boca do povo. Todo mundo quer dar sua opinião. Está correto. Vivemos num pais de liberdade de expressão. Porém, neste momento, é crucial refletir antes de se tomar uma posição. É importante compreendermos quais são os principais argumentos que estudiosos da temática defendem e/ou criticam. Neste contexto, é fundamental discutir e entender o mito da democracia racial. Coluna Opinião ZH, 03-09-2014 – Jornal Zero Hora – Porto Alegre / RS.
  • Cotas Raciais, SIM!: Tem gente que não gosta de assunto polêmico. Preferem não polemizar. Temem que suas opiniões desmoronem como um castelo de cartas. Não querem discutir o racismo. “Não somos racistas”, dizem alguns. Mas se o tema é polêmico, surge a necessidade de debatê-lo. O diálogo sempre é um bom começo. Coluna Opinião ZH – 21-08-2014 – Jornal Zero Hora / RS.
  • Uma pausa para as férias: Escolas de todo Brasil deram uma pausa para as férias. Para muitos docentes significa bastante trabalho na sala dos professores. Para os mais sortudos, tempo de descanso e oportunidade para recarregar as energias. Independente disso, onde estivermos, é tempo de reflexão. Coluna Leitor, 19-07-2014 – Jornal Zero Hora – Porto Alegre / RS.
  • A Arte de Ensinar: Um professor precisa ter muitas habilidades. Quer ver? Ele confecciona e corrige centenas de provas e trabalhos. Refaz com persistência seus planos de aula. Atualiza periodicamente seu diário. Coluna Ponto de Vista, 12-07-2014 – Diário Popular – Pelotas / RS.
  • Porto Alegre, Esporte e Futebol: Só se fala em Copa. De conversas no elevador a fila no banco, passando pelas congestionadas paradas de ônibus ou até mesmo no bate-papo informal do escritório. Todo mundo só esta falando na dita: Copa do Mundo. Ora, é óbvio que deveríamos falar sobre ela, pois estamos sediando um dos maiores eventos esportivos do mundo e todos querem dar sua impressão sobre isso. A flauta é livre. Ainda  mais quando é um tema polêmico. Coluna Leitor, 28-06-2014 – Jornal Correio do Povo – Porto Alegre / RS.
  • A Educação pode mudar?: Muito tem se falado nos últimos dias sobre a necessidade de valorizarmos e repensarmos a Educação. Este tema torna-se pauta de jornais, revistas e documentários. Entretanto, observo que, por vezes, o debate cai no vazio. Coluna Opinião,  – 04-06-2014 – Jornal Fronteira Meridional – Jaguarão / RS, (Coluna Opinião, 31-05-2014Diário Popular de Pelotas / RS)
  • Porque é chato ir à escola: No programa Fantástico do último domingo a série Educação.doc mostrou como professores do Rio de Janeiro, transformaram a sala de aula num lugar significativo e interessante. Os educadores foram desafiados a buscarem alternativas, em virtude do alto índice de abandono escolar…. Coluna Leitor, 09-04-2014 – Jornal Zero Hora – Porto Alegre / RS.
  • 20 anos de escravidão: Está em cartaz nos cinemas o filme 12 anos de escravidão que conta a história de Solomon Northurp, um homem negro nascido livre em Nova York, mas sequestrado e vendido como escravo para o sul dos Estados Unidos. Coluna Opinião, 16-04-2014 – Jornal Fronteira Meridional – Jaguarão / RS. (28-03-2014 – Jornal Zero Hora – Porto Alegre / RS).
  • Duas histórias do protagonismo negro em Jaguarão: Quero contar aos leitores duas histórias do protagonismo negro ocorridas nesta cidade em meados do século 19. Digo protagonismo porque quero evidenciar que a população negra que aqui viveu traçava planos para deixar o cativeiro. Por muito tempo achou-se que a carta de liberdade provava a bondade dos senhores. Coluna Opinião, 16-10-2013 – Jornal Fronteira Meridional – Jaguarão / RS.
  • Fronteira é tema de pesquisa de mestrado de História: Escravos em regiões fronteiriças é o assunto estudado por Jônatas. O Projeto que Jônatas esta desenvolvendo possui o seguinte titulo: “O Chão da Liberdade: a trajetória da preta Faustina e do pardo Anacleto na fronteira rio-grandense nos contexto das leis abolicionistas”. Coluna Geral, 12-02-2009 – Jornal A Platéia – Sant´Ana do Livramento / RS.