ARTIGO ZERO HORA – PROVA, PROVÃO!

Menino estudando para prova.Estamos chegando ao fim de mais um ano letivo. E, para milhares de estudantes de todo o Brasil, é hora das temidas provas finais. É preciso concentração e resistência para ser, por fim, aprovado. De um lado, os alunos se preparam e estudam. De outro, os professores confeccionam a prova de acordo com o que foi ensinado. A vida de um professor não é fácil. Além de preparar as aulas, precisa ministrá-las e depois avaliar o que os alunos aprenderam. Nem sempre os docentes encontram tempo para analisar seu próprio trabalho, para refletir sobre suas avaliações. Será que estamos realmente colaborando para uma educação transformadora? Ou estamos apenas burocratizando e simplificando o processo de aprendizagem? O ato de avaliar é tão importante quanto o de ensinar.
Não existe apenas uma forma de avaliar. Porque, afinal, não existe um aluno igual ao outro. Mas por que insistimos tanto em fazer provas escritas? Porque elas são um resquício de um ensino tradicional que considerava a informação mais importante do que a construção do conhecimento. É verdade que muitas escolas prendem os professores nesta pálida tarefa: “Precisamos comprovar a nota”, dizem. Mas me pergunto o quanto uma prova escrita, ou aquele provão com todo o conteúdo do ano, representa, de fato, o que o aluno aprendeu?
Para as educadoras Maria Schmidt e Marlene Cainelli, em seu livro Ensinar História, o ato de avaliar ocorre em todo momento. Do início ao fim, o professor deve avaliar o aluno. E esta avaliação, inicialmente diagnóstica, deve ser variada: debates, teatros, produção de vídeos, jogos, entrevistas etc. Assim, o professor poderá atingir as inteligências múltiplas. Ou seja, alguns alunos aprendem mais ouvindo, outros vendo, outros ainda fazendo. Por isso, sou contrário às provas escritas como uma única forma de avaliação (ou superior). Se quisermos uma educação igualitária e a favor da diversidade, precisamos ampliar o conceito de avaliação. Neste sentido, é preciso também repensar o modelo de educação que adotamos para este século 21.

Artigo Publicado na Zero Hora em 18 de outubro de 2014.

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